Comunicação é questão de sobrevivência política

Comunicação é o ar que o político respira e um pré-requisito para sua sobrevivência política. Em tempos eleitorais, como o que se encerra neste domingo, os candidatos buscam persuadir o eleitor de que ele, e não seu opositor, tem o melhor projeto e as melhores propostas conforme o futuro almejado.

Porém, passada a eleição, contudo, a maioria se “esquece” de dar continuidade ao processo de se comunicar, sendo este motivo uma das razões da atual descrença da classe política perante a sociedade. Normalmente rodeado de pessoas que acabam por trazer uma verdade distorcida por meio da unanimidade característica do ambiente de gabinetes, o eleito passa a vivenciar um dia-a-dia distante da sociedade. Afastado e incomunicável, acaba por perceber o erro cometido, na maioria das vezes, quando não há mais a ser feito.

É durante o mandato, maior arma que um político pode ter, que a comunicação deve ser exercida em sua plenitude. Por mais que o político trabalhe, se não comunicar, ele não fez, já que poucos ficarão sabendo de todo serviço que foi prestado. Por outro lado, mandatos que abusam de propaganda sem realmente terem o que mostrar, se equivocam ao tentar vender algo que a realidade mostra não ser condizente. A “não-comunicação” e a “comunicação do vazio” são os piores erros que um mandatário pode cometer.

Comunicação política é participação e a forma prática do conceito de democracia participativa, devendo ser o primeiro passo para um diálogo aberto em que se prioriza os interesses das pessoas. Participação sem comunicação é monólogo. Um mandato que não realiza e não comunica, está fadado ao fracasso. Apesar de todos avisos, chegaremos em 2020 com casos reais de candidatos que ainda não entenderam a importância de uma boa Comunicação.




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