Números de ministros de Collor até Temer

Após a primeira eleição presidencial depois do governo militar, Fernando Collor de Mello assumiu a Presidência em 1990 e a construção do governo se formou baseado em 12 ministérios: Economia, Educação, Saúde, Justiça, Agricultura, Trabalho e Previdência, Infraestrutura, Ação Social, Relações Exteriores, Exército, Marinha e Aeronáutica.

O processo de impeachment de Fernando Collor transcorreu no final de 1992 e foi o primeiro processo deste tipo do Brasil e da América Latina. 

Neste período, já somavam-se 14 ministérios. Trabalho e Previdência foram separadas e vivaram setores independentes. O ministério de Infraestrutura foi dividido em Transportes e Comunicação Minas e Energia.


Era Itamar - de 14 para 28

Ao assumir o cargo, em 29 de dezembro de 1992, o vice-presidente Itamar Franco inicia mudanças no governo. Ao entregar o cargo para Fernando Henrique Cardoso, o Brasil já tinha 24 ministérios. 

Do antigo Ministério da Economia, foram separados em Fazenda, Planejamento, Industria Comércio e Turismo. Do Ministério da Educação, criou-se o Ministério da Cultura. Comunicações e Minas e Energia foram separados em dois ministérios. 

O Ministério de Ação Social mudou de nome e virou Bem-Estar Social. Ainda foram criados os ministérios: Ciência e Tecnologia, Meio Ambiente, Integração Regional, Administração, Casa Civil, Estado-maior das Forças Armadas, Secretaria Geral da Presidência, Casa Militar, Secretaria de Assuntos Estratégicos, Advocacia Geral da União.


Era FHC - de 28 para 26

O tucano enxugou de 28 para 24 ministérios ao assumir o governo em 1995. O Ministério do Bem-Estar Social foi extinto, bem como a área de Integração Nacional, Secretaria Geral da Presidência, Casa Militar e Secretaria de Assuntos Estratégicos. Por outro lado, foi criado o Ministério dos Esportes.

A entrega de governo para Lula foi feita com 26 ministérios. Neste período, Esporte e Turismo foram unidos em uma única pasta. Ainda foi criado o Ministério do Desenvolvimento Agrário (foi mantida a Agricultura), Corregedoria Geral da União e Secretaria de Comunicação.

Ministérios militares foram reunidos na pasta de Defesa. Industria e Comércio se transformaram em Desenvolvimento. 


Governo Lula - de 26 para 37

Após três tentativas de se eleger presidente, Lula assume em 2003 e aumenta de 26 para 34 o número de ministros.

Esporte e Turismo foram separados. Integração Nacional é desmembrada em Assistência Social, Combate à Fome e Cidades. Foram criados os setores de: Pesca, Direitos Humanos, Política para Mulheres, Desenvolvimento Econômico e Social.

A passagem de bastão para Dilma é feita com 37 ministros. Neste tempo, o presidente do Banco Central ganha status de Ministro, Assistência Social e Combate à fome é reunido na pasta de Desenvolvimento Social. Cria-se as áreas de Igualdade Racial, Portos, Assuntos Estratégicos, Relações Institucionais.


Governo Dilma - pico de 39 ministros

A primeira mulher presidente do Brasil continua a política de Lula e cria as secretarias especiais de Aviação Civil e Micro e Pequenas Empresas, ambos com status de ministério. Após o impeachment de Dilma, Michel Temer assume e irá entregar o governo para Jair Bolsonaro com 29 ministérios.

  

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