Casamento e Comunicação Política
Eleição é época de colheita, não de plantação. O pleito de 2020 será o primeiro em que a nova lei eleitoral valerá para campanha municipal. Pode parecer simples, mas esta é uma grande diferença, pois se alguém que atuou em 2016 pensar na elaboração de um planejamento para o próximo ano com a mesma cabeça de 3 anos atrás, vai se dar mal. Se em 3 meses já era difícil a vitória, imagina agora, em 45 dias.
Costumo sempre comparar a comunicação política com a relação amorosa entre duas pessoas. Do primeiro olhar até o casamento, muitos meses e até anos se passam, com a relação sofrente altos e baixos. O "sim" do casamento representa o voto, na urna. Para chegar ao dia de colocar a aliança na mão esquerda, os namorados se conheceram e aprofundaram relações. Na política, o relacionamento é muito parecido.
Para transformar um desconhecido em uma pessoa que irá votar no candidato é algo que demanda tempo, relacionamento e convergência de ideias. E assim como no namoro, você aprende mais sobre a pessoa ao seu lado no dia a dia. Com 45 dias de namoro, dificilmente você já sabe da vida toda dela e ainda mantenha certa insegurança sobre o futuro da relação.
Hoje é dia 23 de setembro e estamos a 55 semanas da eleição. Pode apostar: os vencedores do dia 4 de outubro serão, em sua esmagadora maioria, candidatos que iniciaram sua trajetória de relacionamento com o eleitor com grande antecedência. Desde 2013, com o auge das manifestações populares, o modo de se fazer política está em constante mutação. Quem não compreender esta mudança, estará fora do jogo.
Tente conhecer uma pessoa e casar com ela em 45 dias. Talvez consiga uma, ou duas. Quem sabe três. Agora, numa cidade de 200 mil eleitores, por exemplo, tente fazer isso com 2 mil pessoas. Pra quem busca uma vaga na Câmara de um município deste porte, este é um objetivo quase comum. Bom namoro!

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