Com menos de 5% em fevereiro, nenhum candidato a Presidente venceu a eleição
Desde a eleição presidencial de 1989 nenhum candidato que pontuava menos de 5% nas pesquisas realizadas em fevereiro conseguiu vencer a eleição. O único que chegou a 5% em fevereiro e chegou ao Planalto foi Fernando Collor (PRN), que pontuou 5 pontos em pesquisa divulgada em fevereiro de 1989. Em março, Collor atingiu 7 pontos na pesquisa Ibope. Ao final do pleito do 1º turno daquele ano, Collor teve 30,47% e Lula 17,18%. No 2º turno, Collor venceu por 53,03% a 46,97%.
Em 1994, Fernando Henrique Cardoso pontuava pelo Ibope 8% em janeiro e 7% em fevereiro, contra 26% de Lula em janeiro e 30% em fevereiro para o petista. Em março, o futuro presidente teve um crescimento alto, batendo 19% contra 37% de Lula. O pleito do "ano do Tetra" foi vencido no 1ª turno por FHC por 54,24%.
Na reeleição de FHC, em 1998, o tucano iniciou janeiro com 45% e em março pontuou 36%. Neste ano, o Ibope não fez pesquisa em fevereiro, porém considerando os dados do primeiro trimestre, fica claro que em fevereiro Fernando Henrique tinha mais que 5%. Lula pontuou 20% em ambas as pesquisas. Nesta eleição, FHC também venceu no 1º turno.
O candidato tucano em 2002 foi José Serra, que bateu 10 pontos em janeiro e fevereiro. Já Lula, que seria o vencedor da disputa, tinha 31 pontos em janeiro e 26 em fevereiro. Em 2006, na reeleição de Lula, o petista marcava 43% em fevereiro, enquanto seu principal adversário, Geraldo Alckmin, tinha 17%.
Vencedora em 2010, Dilma era a 2ª colocada na pesquisa de fevereiro feita pelo Datafolha. A petista tinha 31 pontos contra 37% de Serra, que voltou a disputar o Planalto pelo PSDB. Em 2014, Dilma venceria o mineiro Aécio Neves. O tucano marcava 15 pontos em fevereiro contra 43 de Dilma.
Na última eleição presidencial, em 2018, o DataPoder mostrava, em Dezembro de 2017, que Lula liderava a pesquisa com 26 pontos, seguido por Bolsonaro, que já despontava com 21% dos votos. Na sequência, Mariana tinha 7% e Ciro 5%. Para o DetaFolha, em 31 de janeiro de 2018, Lula tinha 34% e Bolsonaro 16%.
E agora, em 2022?
Estes dados do passado apontam que é impossível um candidato com menos de 5% vencer a eleição? Não, mas mostram que historicamente é muito difícil que um nome desponte quando tem baixa votação nesta época do ano. Vale lembra que em 2016, Bolsonaro já aparecia com 4% nas pesquisas.
Na primeira pesquisa de fevereiro deste ano, a Quaest aponta que, seguindo a lógica histórica, Moro e Ciro ainda podem sonhar com a vitória. Se a História se repetirá, só em 30 de outubro para sabermos, ou dia 2 de outubro, caso a eleição seja vencida em 1º turno, algo que não ocorre desde FHC em 1998.
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